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Pai - Bianca Mello

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(Source: verdadessobremeninas, via verdadessobremeninas)





Ei, quem você pensa que é pra me fazer perder o sono?
Quem você pensa que é pra entrar nos meus sonhos?
Quem você pensa que é pra me fazer sentir isso tudo?
Quem você pensa que é pra eu não saber te esquecer?
Quem você pensa que é pra morar assim tão longe de mim?
Quem você pensa que é pra eu te amar tanto assim?

(Rebecca Marina.)

(Source: verdadessobremeninas, via verdadessobremeninas)





Não vejo sentido nenhum em continuar se não for por você. Fecho os meus olhos e quase consigo me imaginar em cima do palco da sua vida ao teu lado, te dando a mão pro nervosismo cessar, estou também batendo na sua porta te trazendo um super lanche que comprei porque tinha certeza que você não teria tempo de arrumar o seu jantar, me vejo te ligando pra ouvir a sua voz eufórica e única me dizendo que acabou de pensar em uma letra pra uma música, nesse exato momento você não sabe, mas eu quase choro de tanto orgulho e felicidade… É a sua voz que me transmite toda essa sensação indescritível. Estou no seu pranto, na sua dor, no vento que seca todas as suas lágrimas. Abro os olhos… Vejo meu quarto, meu computador e todas as coisas que constituem meu humilde cotidiano. Onde está você? Eu não sei. Queria saber. Sentir saudade deve ser isso, querer estar perto. Querer ajudar, sofrer junto, alegrar junto. Mas não ter mas por perto. Você não acharia exagero se eu te dissesse que eu deito e acordo todos os dias pensando em ser melhor por você não é? Achei mesmo que não. Dá vontade de sair correndo ao teu encontro e fazer uma palhaçada pra você sorrir… Porque eu te chamo de anjo e você me protege como um. Como consegue? Não sei… Mas é mesmo real essa história de aparecer sempre que mais preciso e dizendo coisas que eu necessito ouvir. Só anjos tem esse poder não é? Prefiro acreditar que sim. Enquanto eu fico aqui, estou sem rumo. Não se preocupe com isso, quando você voltar trará meu rumo de volta, por isso estou aqui, sentada. Quero esperar. Olho pro fim da rua de dez em dez minutos na tentativa frustrada de te ver chegar. Será que eu ainda não aprendi que quando menos se espera é que acontece? Na verdade aprendi, mas gosto de sentir a adrenalina de te imaginar virando a esquina, abrindo os braços como quem quer dizer: “Corre, me abraça, estou aqui pra você. Se encaixe nos meus braços e respire o mesmo ar que eu, sei que você precisa disso”. Não, você não diz nada, apenas sorri, mas quando abre os braços é assim que traduzo. Quero acreditar nisso.Quando me dou conta, estou de novo de olhos fechados imaginando tudo isso. Seu regresso… Será que eu só sei pensar nisso? Não. Penso em tanta coisa mas no final das contas tudo se resume em você. Acaba que acho melhor me levantar e parar de olhar pro fim da rua, vou correr pra casa e sobreviver, porque em um dia em que eu estiver fazendo o dever de casa, ou lavando o quintal você vai aparecer, bater na porta e dizer: “Cheguei”. Não vai abrir os braços como na minha eufórica imaginação, mas vai estar aqui e isso já será um motivo pra me sentir inteira de novo. Quero sentir isso.

“Ela o chamava de anjo, ele a protegia como um”.


Clara Rangel, em saudades eufórica. (via re-mar-amar)

(via re-mar-amar)